Tema recorrente ao longo do tempo, mas hoje cada vez mais presente. Quais são os desafios e oportunidades em um cenário de interações de via tecnológica, digital, indústria 4.0, sociedade 5.0 adicionado de várias interações de mídia, aplicativos, redes sociais em uma dinâmica acelerada, complexa e que preenche todas nossas horas e dias? Estamos na educação em engenharia preparados ou em vias de termos profissionais conectados à estas demandas?

Vimos já nesta coluna que não só a preocupação é patente como também há que se louvar a revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos cursos de Engenharia em que o contexto citado se faz presente, bem como O espaço aqui aberto.

Até então em maior ou menor escala, diz-se que ao profissional da engenharia era necessário o conhecimento geral e específico de sua área de atuação para entrada mínima ao mercado de trabalho, já concomitante em própria escala de desenvolvimento temos a experiência necessária com adição de habilidades. Da mesma forma entram coeficiente intelectual e mais forte agora o coeficiente emocional; cabe aqui uma referência ao Seminário Internacional de Engenharia Mecânica de março deste ano efetivado no Centro Universitário FACENS (https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba/facens-promove-seminario-internacional-de-engenharia-mecanica/ ) em que em formato de Talk Show reuniram-se gestores de RH, engenharia, P&D, produção e consultores da área e uma máxima discutida e unanimemente vista é de que “se contrata pelo conhecimento e desliga-se o profissional por deficiência em competências emocionais”.

Então algo não só está diferente como presente nas empresas, há a demanda por inovação, criatividade, empreendedorismo, constância somente para citar entre algumas características necessárias e de maior urgência.

A Fig. 1 representa um pouco do que em geral já temos na superfície e que há um bom espaço para desenvolvimento.

 

Então Qual a Ação?

Ainda como dados de entrada, advindo dos relatórios do “World Economic Forum” vimos em sua última versão com dados adequados também ao Brasil que as habilidades enxergadas para já curto prazo são: pensamento analítico/ inovação, aprendizagem ativa, criatividade, originalidade e iniciativa, design para tecnologia e programação, análise crítica, resolução de problemas complexos, liderança e influência social, inteligência emocional, ideação, para citar os principais. Vale a pena visitar o site https://www.weforum.org/ para entrar no detalhes. Vindo pelo Brasil, indico visita em https://www.industria40.ind.br/artigo/18123 em que se coloca uma pesquisa recente com boa abrangência as necessidades desafios com resultado principal de acordo com o título da mesma “Formação de pessoas capacitadas é desafio para o desenvolvimento da Indústria 4.0 no Brasil”.

 

Então Voltamos, Qual a Ação?

Tive recentemente a oportunidade de visitar algumas instituições de Ensino Superior na área de Engenharia de ponta tanto no Brasil como no Exterior e há sim uma boa notícia, temos sim muito boas práticas e agora endossadas pela DCNs citadas.

Gostaria de citar aqui exemplos de boas práticas no Centro Universitário FACENS em Sorocaba (SP), são núcleos de desenvolvimento abrangentes em consonância àquelas habilidades descritas e representação na figura colocada.

Há a interação dos alunos em projetos aplicados, integração às empresas e projetos sociais de maneira a desenvolver um profissional cidadão preparado para os desafios de seu dia a dia e para o futuro.

Citando aqui o Smart Campus que é um laboratório vivo, que busca solucionar problemas reais, conectando a comunidade acadêmica, mercado e sociedade, por meio de projetos que tornam as cidades mais humanas, inteligentes e sustentáveis, o LIS Facens - Laboratório de Inovação Social que propicia experiências para despertar o potencial humano e cidadão, o FACE - Facens Centro de Empreendedorismo que trabalha de forma a despertar a inovação, criatividade e empoderamento por meio da educação empreendedora, o Fab Lab Facens que é um espaço de ideação, aprendizado, compartilhamento e fabricação de inovação social, digital e econômica, o LINCE Facens - Laboratório de Inovação e Competições de Engenharia onde os alunos Facens aplicam conhecimento e desenvolvem projetos mão na massa para aprender fazendo e participar de competições sendo um estimulador de estudos e projetos extracurriculares, pesquisas, extensão acadêmica, competições tecnológicas, gerando conhecimento e experiência prática para o estudante da Facens em projetos como SAE Combustão, Elétrico, Baja, Aerodesign, dentre outros já com reconhecimentos nacionais e internacionais. Também nestas iniciativas de interação e desenvolvimento o Departamento de Relações Internacionais que cria oportunidades para a promoção de conhecimento e liderança em contexto global.

 Centros/Laboratórios em fase com as tendências mundiais como por exemplo o de Manufatura avançada 4.0 (em parceria com Instituto Fraunhofer – Alemanha) que já é referência tendo atendido em seus seis primeiros meses de utilização mais de 650 alunos e representantes de empresas.

Enfim, a ação em função das demandas da e na engenharia vai ao encontro do maior desafio que é este profissional almejado e preparado não somente nas competências técnicas, mas em suas competências emocionais que até há alguns anos se diziam não tão necessárias ao profissional de engenharia.

Boa leitura!