Um recente artigo da publicação Harvard Business Review indica que na última década “tem havido uma explosão no número de acordos de pesquisas entre empresas e universidades”. Nós temos notado isso na nossa indústria, mas eu não tinha realmente considerado que fosse um tipo de “movimento”.

O que tem guiado esta mudança? É uma combinação de redução nos orçamentos corporativos para Pesquisa & Desenvolvimento e uma limitação no apoio governamental para pesquisa acadêmica. Sempre houve alguma colaboração em um projeto singular de interesse particular para a empresa, mas o que estamos vendo atualmente é um esforço para desenvolver parcerias colaborativas de longo prazo.

O que evidencia esta mudança é o objetivo das empresas de terem sua presença em P&D próxima das principais universidades de pesquisa. Isso resultou em empresas como a Pfizer e a Philips Healthcare transferindo suas sedes de tecnologia para a área de Boston/Cambridge (EUA). A General Electric também transferiu sua sede mundial e 600 empregos com foco em tecnologia para Boston em 2016.

Existem vários modelos de como as empresas colaboram com as universidades. As empresas podem financiar ou co-financiar pesquisadores individuais trabalhando em projetos de interesse para a empresa.

Em vez de financiar indivíduos, as empresas podem se conectar a uma instituição para desenvolver uma parceria de pesquisa de longo prazo. Às vezes, essas relações cooperativas estão na forma de um consórcio de empresas que podem se beneficiar de um conjunto maior de pesquisas por meio de sua participação no consórcio.

 

Unidade de Caracterização de Materiais

Na edição de março da Industrial Heating (EUA), começamos nossa coluna trimestral “Academic Pulse” (AP) com um novo colaborador. Dr. Marc De Graef é professor de Ciência e Engenharia de Materiaisde Materiais da Carnegie Mellon University departamento do qual eu possuo meu mestrado. Esta série de colunas discutirá a Unidade de Caracterização de Materiais (Materials Characterization Facility - MCF), que está envolvida em um consórcio industrial composto por cerca de sete empresas.

O conceito básico é que as empresas do consórcio tenham acesso a todas as pesquisas que estão sendo feitas no MCF e tenham participação em projetos futuros. Esse é um exemplo perfeito do que discutimos anteriormente sobre essas colaborações entre a indústria e a universidade.

Em sua coluna, o professor De Graef lançará alguma luz sobre o tipo de pesquisa que está sendo feita e nos ajudará a entender melhor esse tipo de colaboração. Talvez alguém que esteja lendo esta coluna decida aproveitar essa oportunidade. A coluna AP na página 18 nos apresenta o MCF, seus recursos e projetos atuais.

Meses atrás, fui convidado a visitar a universidade e me encontrar com o Dr. Marc De Graef para ver a unidade. Os recursos do MCF são impressionantes e relativamente únicos.

Eles têm seis microscópios eletrônicos de varredura, que usam um feixe de íons concentrado de gálio ou Zenon para ver um micro 3-D. A unidade Zenon é uma de apenas três nos EUA. Outros equipamentos à sua disposição são microscópios eletrônicos de transmissão, bem como microscopia de varredura por sonda.

O iDome (imagem) é um dispositivo usado para ver objetos em 3D usando óculos semelhantes ao que você usa para filmes 3D. Este dispositivo é um dos dois únicos nos EUA. O outro está na Baylor University.

Confira os vídeos no site da Industrial Heating EUA para mais informações sobre outras pesquisas que estão sendo feitas na universidade. Isso inclui manufatura aditiva, que certamente ajudará a indústria a selecionar o processo e aprender melhor como produzir peças de qualidade. A Carnegie Mellon University anunciou recentemente que criou um novo programa de mestrado em manufatura aditiva para auxiliar os formandos a avançar nesse processo.